3a e última parte

(página 9 a 13 – Filosofia na Alcova – La Philosophia dans le boudoir – Marquês de Sade)

EUGÊNIA – Oh! Que delicioso ninho! Mas para que tantos espelhos?

MADAME – Isso é para que, refletindo as posições em mil sentidos diversos, eles multipliquem ao infinito os mesmos prazeres aos olhos das pessoas que as observam neste divã. Nenhuma das mais lidas partes dos dois corpos se esconde, tudo fica em evidência, dir-se-iam grupos diversos que o amor encadeia, quadros deliciosos que excitam a lubricidade e servem para completá-la.

EUGÊNIA – Que maravilhosa invenção!

MADAME – Dolmancé, você mesmo despirá a vítima do doce sacrifício…

DOLMANCÉ – Nada mais fácil, basta tirar esta gaze para distinguir os mais íntimos e atraentes refolhos. (Despe–a e seu olhar concentra–se nas nádegas). Vou vê-lo enfim, o cu divino e precioso que tanto ambiciono! Queima–me o desejo. Como é rechonchudo, fresco, brilhante e bem feito! Nunca vi mais belo!

MADAME – Ah, canalha, vê–se de que lado se inclinam seus prazeres e suas preferências!

DOLMANCÉ – Poderá haver no mundo algo comparável? Onde teria o amor seu mais divino

altar? Eugênia, que minhas carícias mais doces caiam sobre ele, com todo o arroubo!

(Acaricia–o e beija–o com transporte e efusão).

MADAME – Basta, libertino. Não se esqueça que tenho a primazia, somente depois que eu receber suas homenagens é que lhe darei recompensa. Pare com esse ardor pois, do contrário, me zangarei

DOLMANCÉ – Safadinha, não é necessário tanto zelo! Pois bem, dê-me seu cu que lhe renderei as mesmas homenagens. (Arranca-lhe a túnica para acariciar-lhe as nádegas). Também é lindo, meu anjo, e delicioso. Quero compará-los, admirá-los ao mesmo tempo um junto ao outro, corno Ganimede ao lado de Vênus! (Distribui beijos inflamados). Para que meus olhos se fartem no espetáculo de tanta beleza, quero que se enlacem e ambas me apresentem essas maravilhosas nádegas que fazem meu enlevo; cus divinos que adoro!

MADAME – Pronto, seu desejo será satisfeito. Aqui nos tem. (Enlaçadas, voltam para Dolmancé a parte dileta).

DOLMANCÉ – Impossível presenciar mais belo espetáculo, é justamente com o que sonhava. Quero que se acariciem reciprocamente as bocetinhas, pois assim os cus se agitarão nas mais lúbricas labaredas voluptuosas; que se levantem e se abaixem em cadência, que sigam as comoções do prazer. Ó gostosura, assim, assim!

(…)

DOLMANCÉ – Para retardar o prazer, passe agora você a titilá-la e que ela seja a primeira a gozar. Assim, nessa postura. Esse lindo cu se coloca naturalmente ao alcance da minha mão; enfiarei ao menos um dedo. Vamos, Eugênia, abandone-se, entregue-se inteiramente, com todos os sentidos, ao prazer. Que somente ele seja o Deus da sua existência, única divindade à qual uma jovem deve sacrificar tudo. Que somente o prazer seja sagrado aos seus olhos!

(…)

EUGÊNIA – Ó gostosura, ó delicia, nem posso exprimir o que sinto, nem sei o que digo, o que

faço, todos os meus sentidos estão inebriados!

DOLMANCÉ – Como está gozando! Que descarada gostosa! O ânus se fecha de tal modo que

quase me machuca o dedo! Seria divino enrabá-la neste instante de gozo! (Levanta-se, apresentando o caralho à entrada do cu).

MADAME – Não, não, ainda um momento de paciência, quero que nos ocupemos somente em educá-la, sem egoísmo. É tão delicioso ensiná-la, formar semelhante aluna!

(…)

MADAME – Espere um pouco, Eugênia, quero lhe mostrar mais um meio de mergulhar a mulher num abismo de extremo gozo. Abra bem as coxas. Veja Dolmancé, coloco-a de maneira que o cu seja todo seu. Brinque com ele enquanto eu a lambo bem na bocetinha; ela gozará assim duplamente e várias vezes em seguida. Que lindo monte de Vênus, que sedosos pelinhos. O clitóris não está ainda completamente formado mas já é muito sensível; está agitado como umpeixe n’água! Venha, quero que abra as pernas, assim; vê-se bem que é virgem. Diga-me o que sente quando, ao mesmo tempo, minha língua entrar na sua boceta e a de Dolmancé no seu Cu,

cumulando ao mesmo tempo essas duas aberturas. (Executam o que dizem).

EUGÊNIA, gemendo de prazer – Ai, queridos, delícia inefável, inexprimível. Nunca oderia dizer qual das duas línguas é mais gostosa, ou qual delas me mergulha em maior delírio.

DOLMANCÉ – Nesta posição tenho o membro junto à mão de madame. Peço-lhe encarecidamente, senhora, que o acaricie enquanto eu sugo esse cu saboroso, como o colibri ou a abelha sugam uma flor. Enfie sua língua mais ainda, que ela penetre além do clitóris, até à matriz, é o melhor meio de provocar completa descarga, ela ficará toda orvalhada…

EUGÊNIA, gozando – Não posso mais, vou morrer, não me abandonem, desfaleço!… (Tem o espasmo supremo entre ambos os sugadores).

EUGÊNIA – Morro! Não posso mais, não aguento! Ai, ai!…

~ por pornografo em 28 janeiro, 2009.

Uma resposta to “3a e última parte”

  1. Assim matam a mulher!

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